Carne de Porco e Suínos
O porco é expressamente proibido para consumo e considerado impuro, porque tem o casco fendido, mas não rumina. Sua carne não pode ser comida e nem sua carcaça tocada.
Orientações simplificadas, mandamentos, permissões, proibições e punições catalogadas na Bíblia Sagrada com suas respectivas referências literais.
O porco é expressamente proibido para consumo e considerado impuro, porque tem o casco fendido, mas não rumina. Sua carne não pode ser comida e nem sua carcaça tocada.
Tudo o que vive nas águas que não possui simultaneamente barbatanas e escamas — como camarão, caranguejo, lagosta, polvo, lula, mariscos e ostras — é considerado abominação para a alimentação.
Animais que ruminam mas não dividem o casco (como o camelo e a lebre), ou que apoiam a pata sem casco fendido, são estritamente proibidos.
É abominável comer aves de rapina e carniceiras: águia, abutre, falcão, corvo, avestruz, coruja, gavião, cegonha, garça e o morcego.
Decreto perpétuo em todas as gerações: é terminantemente proibido ingerir o sangue de qualquer animal ou ave, pois a vida está no sangue; quem comer sangue deve ser extirpado do seu povo.
É proibido comer a gordura de boi, de carneiro ou de cabra oferecida nos sacrifícios; pertence exclusivamente ao altar perante o Senhor.
Não se deve comer a carne de nenhum animal que tenha morrido naturalmente ou que tenha sido estraçalhado no campo por feras silvestres.
Preceito enfático repetido na Torá que veda cozinhar o cabrito no leite da sua própria mãe, base histórica para a separação entre carnes e laticínios.
Além de não comer, a Lei estipula que quem tocar no cadáver de qualquer animal imundo (como o porco ou animais que andam sobre quatro patas apoiando a planta dos pés) ficará impuro até a tarde.
Durante os sete dias solenes da Páscoa, nenhum fermento deve ser encontrado nas casas e qualquer pessoa que comer pão levedado será banida e cortada da congregação.
A carne do sacrifício de comunhão deve ser comida no dia em que for oferecida ou no dia seguinte; o que sobrar até o terceiro dia é abominação e deve ser queimado no fogo.
Quem comer a carne de um sacrifício pacífico pertencente ao Senhor enquanto estiver ritualmente impuro será sumariamente eliminado do seu povo.
Violação frontal do 7º mandamento do Decálogo. O adultério quebra a aliança sagrada do casamento e era punido com a morte de ambos os envolvidos sob a Lei mosaica.
A Bíblia apresenta perspectivas contrastantes sobre o divórcio: a Lei mosaica permitia ao marido dar carta de divórcio à mulher por qualquer "coisa indecente" (Dt 24:1-4) e os judeus no pós-exílio foram obrigados a divorciar suas esposas estrangeiras (Ed 10:2-11). Por outro lado, o profeta Malaquias declara: "Eu odeio o divórcio, diz o Senhor" (Ml 2:16). No Novo Testamento, Jesus proíbe o divórcio categórico ("o que Deus uniu, o homem não separe"), abrindo exceção apenas para casos de infidelidade/imoralidade sexual (Mt 5:32; 19:9) ou na proibição absoluta sem exceções em Marcos 10:11-12 e Lucas 16:18. Paulo admite a separação pacífica se o cônjuge descrente optar por partir (1 Co 7:15).
Fuga terminante da imoralidade sexual: quem fornica peca contra o próprio corpo, que é templo do Espírito Santo. É proibido dedicar filhos à prostituição cultual ou comum.
Proibição absoluta de manter relações sexuais com qualquer parente consanguíneo ou afim próximo: mãe, pai, irmã, meia-irmã, nora, sogra, mulher do pai, tia e cunhada.
Se um homem tomar uma mulher e a mãe dela por esposas, comete perversão inominável; os três deverão ser queimados vivos no fogo para que não haja infâmia.
A Bíblia classifica a relação sexual entre dois homens como abominação moral na Lei levítica e como torpeza que desonra a natureza criada nas epístolas paulinas.
Interdição irrestrita de deitar-se com qualquer animal. O ato é chamado de perversão e contaminação, acarretando a morte tanto do ser humano quanto do animal.
É proibido aproximar-se de uma mulher durante a sua impureza periódica menstrual para ter relações sexuais.
O relato de Onã condena derramar o sêmen na terra intencionalmente para evitar a fecundação e a perpetuação da descendência legal.
Condenação irrevogável de qualquer rito, voto ou imposição religiosa que resulte no dano físico, queima ritual ou sacrifício da vida de crianças inocentes, repudiando expressamente costumes arcaicos de sacrificar descendentes em altares ou fogueiras.
A mulher não deve usar roupas de homem, nem o homem deve vestir roupa de mulher, pois quem faz isso comete ato detestável perante o Senhor.
É proibido usar vestimenta tecida com fios combinados de lã e linho (chamada shaatnez), como sinal de pureza e preservação das ordens criacionais da Lei.
Preceito solene dado a Israel: não raparão os cantos da cabeça em círculo nem cortarão as pontas da barba, costume associado aos rituais fúnebres e de idolatria pagã dos povos vizinhos.
É proibido fazer qualquer corte ou incisão no corpo em homenagem aos mortos, assim como aplicar qualquer desenho ou marca de tatuagem sobre a pele.
É estritamente vedado levantar os olhos para o céu e adorar ou render culto ao sol, à lua ou às constelações estelares, ou buscar predições através de astrólogos e prognosticadores do zodíaco.
Preceito agrário da santidade e distinção: não se deve semear o campo com duas espécies misturadas de semente na mesma terra.
A fórmula aromática exclusiva do azeite da unção e incenso do Santuário pertence somente ao culto divino; qualquer homem que compuser algo semelhante para perfumar o próprio corpo será expulso do povo.
Nenhuma oferta de cereal levada ao Senhor poderá ser preparada com fermento nem cozida com mel, pois nada levedado deve queimar em aroma suave sobre o altar.
Qualquer israelita que abater boi, cordeiro ou cabra fora da entrada da Tenda do Encontro sem levar ao altar do Senhor será julgado culpado de derramamento ilícito de sangue.
É proibido jurar em falso pelo nome do Senhor ou mentir contra o próximo. Jesus ensina a clareza absoluta na comunicação cotidiana: "Seja o seu ‘sim’, sim, e o seu ‘não’, não; o que passar disso vem do Maligno".
Se emprestares dinheiro a um irmão necessitado, não agirás como usurário nem lhe imporás juros extorsivos. A ajuda financeira comunitária deve visar o socorro e não a exploração da miséria.
O vinho é escarnecedor e a bebida forte alvoroçadora; quem se perde por eles não é sábio. O Novo Testamento adverte para não se embriagar com vinho, mas encher-se do Espírito.
A Bíblia repreende severamente a indolência e manda o preguiçoso aprender lições de esforço com a formiga. O apóstolo Paulo decreta a norma irrevogável: se alguém não quer trabalhar, também não tem o direito de comer às custas dos outros.
É mandamento solene nunca fraudar ou reter o salário do trabalhador assalariado ou diarista até a manhã seguinte; deve ser pago no mesmo dia antes do pôr do sol. A Bíblia adverte com rigor que o salário retido clama aos céus e atrai o juízo de Deus sobre patrões exploradores.